Familiares e pacientes denunciam falta de EPIs no Hospital de Maruim e falhas no monitoramento das pessoas com sintomas de Covid-19

Os familiares e pacientes que estão procurando o Hospital de Maruim, com algum sintoma do novo coronavírus, denunciaram ao Maruim em Pauta, nesta segunda-feira, (8), que está faltando Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para realização dos testes do coronavírus e, que está existindo também, inúmeras falhas no monitoramento das pessoas com suspeitas de Covid-19, que seguem em insolamento social.

“Fui à Urgência de Maruim na sexta-feira da semana passada e, chegando lá, fiz o pré-antedimento com a enfermeira. Quando ela verificou minha temperatura, estava com 38 graus. Ela então, me deu prioridade para que a médica me atendesse, fez todo protocolo e também um documento da covid. Quando entrei no consultório, a médica perguntou quais sintomas eu estava sentindo, aí eu relatei. Ela falou que, com os sintomas que eu estava, tudo indicava que eu estava com a covid. Ela me disse que me daria um atestado de 14 dias e recomendou que eu ficasse em casa, isolada, sem contato com ninguém. Eu falei: certo. Mas, não vai fazer nenhum exame para confirmar? Ela disse que, infelizmente, não tinha como fazer o exame. Porque no hospital tinham os testes, mas não tinham os EPIs para que os enfermeiros usassem”,

contou uma paciente ao Maruim em Pauta.

A paciente contou ainda, que insistiu para fazer o teste, justificando que morava com os pais que pertencem ao grupo de risco.

“Não tem como eu fazer o exame para eu ter a certeza? Porque minha mãe é pré-diabética, tem pressão alta e ficar na dúvida, se realmente eu estou ou não, é ficar no achismo… Eu queria mesmo era fazer o exame”, argumentou.

Hospital  de Maruim | Reprodução

Ainda de acordo com a paciente, a médica sugeriu que ela procurasse atendimento para realização do teste em Aracaju ou em Nossa Senhora do Socorro. Depois recordou, que um posto de saúde de Maruim, estava realizando os testes e, que ela poderia buscar atendimento para realizar o exame.

“Como ela [a médica] não era daqui, foi perguntar a enfermeira que, sem falar qual seria o posto, disse que lá não fazia atendimento aos finais de semana. Mas, que se eu quisesse fazer, na segunda-feira, fosse ao hospital para verificar se estava fazendo [o teste]. Porque, segundo a enfermeira, quando tinha materiais faziam por agendamentos. E, que pelos meus sintomas a recomendação era mesmo ficar em casa isolada e aguardar os 14 dias. Para amenizar os sintomas, a médica pediu que a enfermeira aplicasse uma dipirona em mim. Pegaram o meu contato e disseram que ficariam me monitorando”,

disse.

Ao Maruim em Pauta, a paciente afirmou que assim que voltou para casa, resolveu procurar atendimento no Hospital Renascença, na Zona Sul de Aracaju.

“Tive que ir para fora buscar atendimento e me expor mais ao vírus. O prefeito vive postando nas redes sociais que está buscando fazer o melhor para Maruim, fazendo as medidas de controle em relação ao covid, que está existindo o atendimento, todo um processo que na verdade no meu caso, quando eu fui, a realidade não é essa. O atendimento que eles estão fazendo é um atendimento normal. Que diante do que a gente está vivendo no Brasil, não é dessa forma que eles deveriam agir. Ou seja: a pessoa está sentindo febre, com dor de garganta, então é um de covid. Vá para casa e fique isolado. Não existe isso! Se é uma pandemia e o Governo Federal está mandando verba; onde está esse dinheiro? É simplesmente chegar e, a pessoa vai lá, tem esses sintomas, dá o atestado e, é mais um na estatística? O sentimento é de descaso e desprezo. Sem saber o que é que pode fazer, se realmente você está infectado ou não”, desabafou.

“A Prefeitura não está nem aí. Estão procurando ibope nas redes sociais. Pegando o dinheiro e fazendo não sei o quê. Porque na realidade não está havendo as tratativas que eles divulgam”,

disse a paciente.

O Maruim em Pauta ouviu também, o relato e questionamentos de familiares e amigos de pessoas que apresentaram sintomas da covid-19, cumpriram o isolamento e não fizeram, até hoje, o teste do novo coronavírus.

“Gostaria de entender qual tipo de monitoramento realmente que está sendo feito? Porque uma amiga ficou doente, foi ao médico, e realmente estava com 90% dos sintomas do vírus. Ela assinou o termo de ficar em quarentena por 14 dias. O que aconteceu? Nada. Se passaram os 14 dias, e ela, retornou ao trabalho e nada de fazer o exame. Visita nenhuma foi feita na família que tem 2 idosos e crianças no convívio ou até mesmo no local de trabalho dela, já que ela trabalha com o público”,

contou uma maruinense ao Maruim em Pauta.

“Minha irmã, meu cunhado e meus dois sobrinhos estão com suspeita de Covid-19 e estão isolados. Porém, no quarto dia do isolamento, ela apresentou muita febre e foi ao hospital. Foi atendida na urgência. No atendimento, faltou um documento e ela teve que voltar a pé para casa, com todos os sintomas pelas ruas e, nem um carro foi liberado pelo hospital. Ela procurou o hospital também, para saber sobre a realização do teste e se deparou com a clínica do hospital fechada. É um descaso! Fecham os hospitais e abrem os bares”,

desabafou um maruinense.

Caso os citados queiram se manifestar, estamos à disposição através do email: maruimempauta@gmail.com ou das nossas redes sociais oficiais, FacebookTwitter Instagram

Da Redação | Maruim em Pauta

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