O Distinto Maio de 2020! | Por Joelma Martins

O DISTINTO MAIO DE 2020!

O maio que vivenciamos hoje é mesmo que faz parte do calendário anual de todos os anos com suas datas comemorativas normais, porém o que distingue deste é o processo histórico que a humanidade inteira estar enfrentando, o qual jamais será esquecido por esta geração e por outras que hão de vir. A pandemia do Coronavírus-COVID19, do isolamento social, da separação, do afeto, da dor imensa da perda, do sofrimento, do medo, da incerteza, mas sobretudo, é também da esperança e confiança em Deus, da espera Nele, do despojar-se inteiramente Nele.

O céu de Maruim visto do Parque Otto Schramm | Reprodução / CBK

Maio é o mês do Trabalhador: de você que acorda cedo que sai em busca do pão dos seus e da sua casa, onde o medo muitas vezes é seu companheiro constante, mas seu amor é maior e você sai; de você que arrisca sua vida em favor de tantos, sem jamais esquecer de que de você tem inúmeras pessoas precisando neste momento, então você coloca seu avental e sua máscara e sai; é também o dia de você que luta por sua vida em meio a um perigo iminente da morte precoce por algo desconhecido um vírus; mas você ora e acredita: de você que não perdeu a fé e usa da religião para espalhar amor e esperança a todos então você também sai, do seu “eu” para viver o “nós”, acreditando acima de tudo a fé vencerá e o bem virá no tempo certo.

É Maio da Abolição da Escravatura: da luta daqueles que vivem escravizados pela cor, pela opção sexual, pelas drogas, pela marginalização, por ser pobre ou analfabeto, escravizado por um sistema político corrupto que pouco se importa com os mais pobres e necessitados negando-lhes sempre o direito a uma saúde digna onde as verbas sejam de fato destinados para estes fins; a  uma educação igualitária a todos, moradia digna e a segurança de qualidade, sejam estes agentes indignos jogados fora e submetidos aos seus egoísmos e derrotas,  a fim de que possamos acreditar que haverá um dia a Liberdade tão sonhada, e o respeito ao outro aconteça de fato aconteça não fique apenas nos comerciais de televisões. E que a escravidão que parece invisível aos olhos, mas tão visível no corpo seja de fato erradicada.

Maio das Mães: daquelas que contribuem com a obra da criação, aceitando a responsabilidade de perpetuar as espécies, doando suas vidas pelos seus. É sobretudo daquela que tornou-se o terreno fértil para que o Filho de Deus viesse habitar a terra. Aquela que primeiro anunciou e carregou em seu ventre o Salvador de todos os homens, Jesus Cristo, que nos doou o colo de sua Mãe para que pudéssemos repousar. Maria Santíssima.

É ainda Maio da Literatura Brasileira dos grandes poetas de ontem de hoje, que mantem viva suas histórias, seus contos, poesias e grandes obras literárias a exemplo de: Castro Alves, Guimarães Rosa, Cecília Meireles, Gonçalves Dias, Rachel de Queiroz, Lena Gino, Vinícius de Morais, Lúcia Marques, Hefraim Andrade, Eduardo Bitencourt e tantos outros e outras que nos enchem de prazer e alegria.

Maio da liberdade de imprensa: dos profissionais incansáveis, a exemplo do nosso jornalista Lohan Muller, que insistentemente rompem barreiras do tempo e do espaço em busca de respostas e porquês, arriscando suas vidas em prol do outro e para o outro sempre, a estes profissionais o nosso muito obrigado pelas informações prestadas a todos nós.

Olha que interessante é o mês da higienização das mãos, do alerta sobre o uso racional de medicamentos, atos simples que podem significar muito para o desenvolvimento saudável do nosso corpo. É também o mês que tem um dia dedicado a Vitória:  a vitória sobre o medo, sobre a incerteza, sobre a dúvida, sobre a guerra política dos insensatos e incrédulos, sobre aqueles que não promovem a paz, mas é acima de tudo a vitória da fé e do amor entre os homens.

É também o mês da Família instituição criada por Deus, seguindo o modelo da família de Nazaré, Jesus, Maria e José. Por Ele amada, por Ele protegida e por Ele acreditada. Nela Deus quer se fazer presente basta que queiras. Nela estamos vivenciando uma nova forma de amor esquecida por longos anos, nela estamos tendo a oportunidade de nos conhecermos verdadeiramente, nela estamos refazendo nossos atos, nossas indiferenças e imperfeições e nela estamos apostando o novo. Uma nova forma para sairmos desta pandemia com mais força e confiança, acreditando que o pós-corona será a grande chance que precisávamos para nos tornarmos grandiosos e grandiosas.

Força e paz a todos nós. Beijos!!!

Joelma Martins.

Maruim, 30 de maio de 2020.


Joelma Martins é Licenciada em Letras Português (UNIT) e Bacharel em Biblioteconomia e Documentação (UFS). Pós-Graduada em Didática do Ensino Superior e Gestão Educacional. Escritora, Cordelista, Poetisa e Imortal na Acadêmica Maruinense de Letras e Artes, ocupa a cadeira Nº 8, cujo a patrona é Josilda de Mello Dantas. 

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