Um vírus para o mundo | Por Joelma Martins

Expectativas tivemos! Sonhos de prosperidade tivemos! Realizações teremos! Esperar podemos! Abraçar é a meta!

Por um instante tudo se perdeu como num passe de mágica, as pessoas foram ficando à mercê de algo terrível e destrutível. A essência do que fora sonhado parece perder-se na indecisão de um novo dia livre do mal que atormenta nossas mentes e o nosso sonhar. Tudo parece estar voltado para ele, tudo gira em torno dele. É nele que para nossas angústias e medos. É nele que nos impede por enquanto de beijar, abraçar ou afagar.

O que era importante para mim, hoje torna-se insignificante, o que fazia sentido hoje é irrelevante, o que era límpido torna-se sujo, porque era claro hoje é escuro. O que era eu, hoje é nós e quem se julgava inatingível, agora é fácil de atingir e o diferente torna-se igual a todos.

Estamos debaixo do mesmo sol, envolvidos no mesmo ar, que nos faz recordar das cinzas de onde viemos. Dinheiro fama poder renderam-se ao insignificante mal (vírus), que embora resistente e aterrorizador, não é nada diante da grandeza do Criador, porque Ele demonstra sua força em meio a minha fraqueza, seu poder em meio a minha insignificância. Somos seres débil em busca de uma armadura rígida que proteja nosso corpo frágil, necessitado de energia que nos encoraja ao reconhecimento do nada.

O criador é o proprietário da criatura. É ele quem diz: Pare ou Siga. É nele que todos e deve esperar e descansar.

Acredite! Espere! Ele virá e jamais tardará!

O vírus que hoje nos separa, uns distância, nos amedronta nos cala, nos desespera e não reduz ao nada. Será o mesmo vírus, que nos fará ver em cada um de nós, “um homem novo, uma mulher nova”, que consegue ver nas pequenas coisas, a presença de um Deus grandioso que não se alegra com as injustiças e o desprezo com as suas criaturas.

Agora pare! Pense! O quê só eu depois do vírus?!

E agora…
Fique em casa!!!


| Joelma Martins é Licenciada em Letras Português (UNIT) e Bacharel em Biblioteconomia e Documentação (UFS). Pós-Graduada em Didática do Ensino Superior e Gestão Educacional. Escritora, Cordelista, Poetisa e Imortal na Acadêmica Maruinense de Letras e Artes, ocupa a cadeira Nº 8, cujo a patrona é Josilda de Mello Dantas. | 

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